Vida de Seminarista... Vida de Padre!

Santa Teresa afirmáva « O meu caminho é um caminho de uma infancia espiritual, um caminho de confiança e entrega absuluta».
Assim é a tua vida: um caminho espiritual... um caminho de confiança e entraga absuluta a Deus.
Ao “olhar” para o rosto desta Mulher, é como “olhar” para a Igreja “jovem”, que luta pelas verdades e pela salvação dos Homens, atravéz de Cristo que é o caminho, a verdade e a vida... cristo que te ama continuamente para te salvar, atravez da sua Cruz, porque Cruz sem obstáculos, é uma Cruz “vazia”...

Aprende a conhecer-te e aprenderás a conhecer Deus, porque só podes começar no “alto”, se acabares em “baixo”.

Ter Fé é precisamente ter Deus na tua vida.
Olha para os grandes Santos (as) que transmitiram Fé e esperança… a esperança Cristã que nos salva, que nos leva a Deus, atravez de Cristo Vivo.
De todos esses Santos, lambra-nos São Pio V, que atravez da sua Fé, amor á Igreja e á Virgem Maria, afirmou: "Se tu fazes algo pela Virgem Maria, a Virgem fará muito por ti".
Se amas a Virgem, então não temas. Confia (somente) nela e ela estará sempre ao teu lado em qual quer momento da tua vida, sobretudo nos momentos de maior tentação, onde a queda é mais facil que a Santidade...
È nesses momentos que deves segurar a Cruz, beija-a e reza, como dizia São Josemaría Escrivá.
Lembra-te do que cristo disse: «...orai para não cairem em tentação...»
O mais importante é que nas tuas quedas, aprendas a reconhecer e que “lutes” novamente, para que a tua Fé seja maior e o teu caminho para Deus esteja mais proximo.

Olha sempre para a aquele Cristo, que se humilhou á frente do Mundo para te salvar, e repete estas palavras: Mestre, que a minha vida seja a tua vida. Que o meu ser seja o teu ser. Que o meu amor seja o teu amor...Nunca te esqueças: A tua vida só fará sentido, se Cristo fizer sentido na tua vida.

Vive de forma “natural” e Deus, “naturalmente”, viverá na tua vida e fará de ti um grande Sacerdote!

Abraço no amor de Cristo,

*Olga Teixeira

http://ecclesia.com.br/sophia/?tag=celibato

ANO SACERDOTAL

ANO SACERDOTAL

Video da Missa de São Pio V para os sacerdotes

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Onde não ódio à heresia, não há santidade

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Se odiássemos o pecado como deveríamos odiá-lo; puramente, profundamente, valentemente, deveríamos fazer mais penitência, infligir em nós próprios maiores castigos, deveríamos chorar os nossos pecados mais abundantemente. Pois, então, a suprema deslealdade para com Deus é a heresia. É o pecado dos pecados, a mais repugnante das coisas que Deus desdenha neste mundo enfermo. No entanto, quão pouco entendemos da sua enorme odiosidade! É a poluição da verdade de Deus, o que é a pior de todas as impurezas.

Porém, quão pouca importância damos à heresia! Fitamo-la e permanecemos calmos. Tocâmo-la e não trememos. Misturamo-nos com ela e não temos medo. Vêmo-la tocar nas coisas sagradas e não temos nenhum sentido do sacrilégio. Inalamos o seu odor e não mostramos qualquer sinal de abominação ou de nojo. De entre nós, alguns simpatizam com ela e alguns até atenuam a sua culpa. Não amamos a Deus o suficiente para nos enraivecermos por causa da Sua glória. Não amamos os homens o suficiente para sermos caridosamente verdadeiros por causa das suas almas.

Tendo perdido o tacto, o paladar, a visão e todos os sentidos das coisas celestiais, somos capazes de morar no meio desta praga odiosa, impertubavelmente tranquilos, reconciliados com a sua repulsividade, e não sem proferirmos declarações em que nos gabamos de uma admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatia tolerante [para com os seus promotores].

Porque estamos tão abaixo dos antigos santos, e até dos modernos apóstolos destes últimos tempos, na abundância das nossas conversões? Porque não temos a antiga firmeza! Falta-nos o velho espírito da Igreja, o velho génio eclesiástico. A nossa caridade não é sincera porque não é severa, e não é persuasiva porque não é sincera.

Falta-nos a devoção à verdade enquanto verdade, enquanto verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus ficasse lisonjeado pelas conversões, e não pelas almas trémulas, salvas por uma abundância de misericórdia.

Dizemos aos homens a metade da verdade, a metade que melhor convém à nossa própria pusilanimidade e aos seus próprios preconceitos. E, então, admiramo-nos que tão poucos se convertam e que, desses tão poucos, tantos apostatem.

Somos tão fracos a ponto de nos surpreendermos que a nossa meia-verdade não tenha tanto sucesso como a verdade completa de Deus.

Onde não há ódio à heresia, não há santidade.

Um homem, que poderia ser um apóstolo, torna-se uma úlcera na Igreja por falta de recta indignação.

(Pe. Frederick William FABER [1814-1863], The Precious Blood, or: The Price of Our Salvation [O Preciosíssimo Sangue, ou: o Preço da Nossa Salvação], 1860, pp. 314-316)

Nova vida para a mulher católica - com apoio do magistério ordinário da Igreja

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"13. Deriva também da natureza humana o direito de participar dos bens da cultura e, portanto, o direito a uma instrução de base e a uma formação técnica e profissional, conforme ao grau de desenvolvimento cultural da respectiva colectividade. É preciso esforçar-se por garantir àqueles, cuja capacidade o permita, o acesso aos estudos superiores, de sorte que, na medida do possível, subam na vida social a cargos e responsabilidades adequados ao próprio talento e à perícia adquirida.

41. Em segundo lugar, o facto por demais conhecido, isto é, o ingresso da mulher na vida pública: mais acentuado talvez em povos de civilização cristã; mais tardio, mas já em escala considerável, em povos de outras tradições e culturas. Torna-se a mulher cada vez mais consciente da própria dignidade humana, não pode mais ser tratada como um objecto ou um instrumento, reivindica direitos e deveres consentâneos com a sua dignidade de pessoa, tanto na vida familiar como na vida social."

Pacem in Terris, João XXIII
http://www.vatican.va/holy_father/john_xxiii/encyclicals/documents/hf_

OMNIUM IN MENTEM

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DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI
SOBRE ALGUMAS MODIFICAÇÕES
NO CÓDIGO DE DIREITO CANÓNICO

A Constituição Apostólica Sacrae disciplinae leges, promulgada a 25 de Janeiro de 1983, voltou a chamar a atenção de todos para o facto de que a Igreja, enquanto comunidade espiritual e visível e ao mesmo tempo ordenada hierarquicamente, tem necessidade de normas jurídicas "a fim de que o exercício das funções que lhe foram confiadas por Deus, especialmente a do sagrado poder e da administração dos sacramentos, possa ser adequadamente organizado". Em tais normas, é necessário que resplandeça sempre, por um lado, a unidade da doutrina teológica e da legislação canónica e, por outro, a utilidade pastoral das prescrições, mediante as quais as disposições eclesiásticas estão ordenadas para o bem das almas.

A fim de garantir mais eficazmente quer esta necessária unidade doutrinal, quer a finalidade pastoral, às vezes a suprema autoridade da Igreja, depois de ter ponderado as razões, decide as oportunas mudanças das normas canónicas, ou então introduz nelas alguns acréscimos. Este é o motivo que nos induz a redigir a presente Carta, que diz respeito a duas questões.

Antes de tudo, nos cânones 1008 e 1009 do Código de Direito Canónico, sobre o sacramento da Ordem, confirma-se a distinção essencial entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial e, ao mesmo tempo, evidencia-se a diferença entre episcopado, presbiterado e diaconato. Pois bem, depois que, tendo ouvido os Padres da Congregação para a Doutrina da Fé, o nosso venerado Predecessor João Paulo II estabeleceu que se devia modificar o texto do número 1581 do Catecismo da Igreja Católica, a fim de retomar mais adequadamente a doutrina sobre os diáconos, da Constituição dogmática Lumen gentium (cf. n. 29) do Concílio Vaticano II, também nós consideramos que se deve aperfeiçoar a norma canónica que diz respeito a esta mesma matéria. Portanto, depois de ouvir o parecer do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, estabelecemos que as palavras dos supramencionados cânones sejam modificadas como sucessivamente indicado.

Além disso, dado que os sacramentos são os mesmos para toda a Igreja, é de competência unicamente da suprema autoridade aprovar e definir os requisitos para a sua validade, e também determinar aquilo que se refere ao rito que é necessário observar na celebração dos mesmos (cf. cân. 841), e tudo isto é válido também para a forma que deve ser observada na celebração do matrimónio, se pelo menos uma das partes foi baptizada na Igreja católica (cf. câns. 11 e 1108).

Todavia, o Código de Direito Canónico estabelece que os fiéis, que se separaram da Igreja com um "acto formal", não são obrigados às leis eclesiásticas relativas à forma canónica do matrimónio (cf. cân. 1117), à dispensa do impedimento de disparidade de culto (cf. cân. 1086) e à autorização pedida para os matrimónios mistos (cf. cân. 1124). A razão e o fim desta excepção à norma geral do cân. 11 tinha a finalidade de evitar que os matrimónios contraídos por aqueles fiéis fossem nulos por defeito de forma, ou então por impedimento de disparidade de culto.

Todavia, a experiência destes anos demonstrou, ao contrário, que esta nova lei gerou não poucos problemas pastorais. Antes de tudo, pareciam difíceis a determinação e a configuração prática, nos casos individuais, deste acto formal de separação da Igreja, quer quanto à sua substância teológica, quer quanto ao próprio aspecto canónico. Além disso, surgiram muitas dificuldades tanto na acção pastoral como na prática dos tribunais. Com efeito, observava-se que da nova lei pareciam nascer, pelo menos indirectamente, uma certa facilidade ou, por assim dizer, um incentivo à apostasia naqueles lugares onde os fiéis católicos são numericamente exíguos, ou então onde vigem leis matrimoniais injustas, que estabelecem discriminações entre os cidadãos por motivos religiosos; além disso, ela tornava difícil o retorno daqueles baptizados que desejavam intensamente contrair um novo matrimónio canónico, depois do fracasso do precedente; enfim, omitindo outras considerações, muitíssimos destes matrimónios tornavam-se de facto para a Igreja matrimónios chamados clandestinos.

Considerando tudo isto e avaliando cuidadosamente os pareceres tanto dos Padres da Congregação para a Doutrina da Fé e do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, como também das Conferências Episcopais que foram consultadas acerca da utilidade pastoral de conservar ou então ab-rogar esta excepção à norma geral do cân. 11, pareceu necessário abolir esta regra introduzida no corpo das leis canónicas actualmente em vigor.

Portanto, estabelecemos que se elimine do mesmo Código as palavras: "e dela não tiver saído por um acto formal" do cân. 1117, "e não a tenha abandonado por um acto formal" do cân. 1086 §1, como também "e que dela não tiver saído por um acto formal" do cân. 1124.

Portanto, depois de ter ouvido a este propósito a Congregação para a Doutrina da Fé e o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, e pedido também o parecer aos nossos Veneráveis Irmãos Cardeais da S.R.I. que guiam os Dicastérios da Cúria Romana, estabelecemos quanto segue:

Art. 1. O texto do cân. 1008 do Código de Direito Canónico seja modificado de modo que doravante resulte assim:

"Mediante o sacramento da ordem, por divina instituição, alguns de entre os fiéis, pelo carácter indelével com que são assinalados, são constituídos ministros sagrados, e assim são consagrados e delegados a servir, segundo o grau de cada um, com título novo e peculiar, o povo de Deus".

Art. 2. O cân. 1009 do Código de Direito Canónico doravante terá três parágrafos, no primeiro e no segundo dos quais se manterá o texto do cânone em vigor, enquanto no terceiro o novo texto seja redigido de modo que o cân. 1009 §3 resulte assim:

"Aqueles que são constituídos na ordem do episcopado ou do presbiterado recebem a missão e a faculdade de agir na pessoa de Cristo Cabeça; os diáconos, ao contrário, sejam habilitados para servir o povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade".

Art. 3. O texto do cân. 1086 §1 do Código de Direito Canónico é modificado do seguinte modo:
"É inválido o matrimónio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido baptizada na Igreja católica ou nela recebida, e outra não baptizada".

Art. 4. O texto do cân. 1117 do Código de Direito Canónico é assim modificado:

"A forma acima estabelecida deve ser observada se ao menos uma das partes contraentes tiver sido baptizada na Igreja católica ou nela recebida, salvas as disposições do cân. 1127 §2".

Art. 5. O texto do cân. 1124 do Código de Direito Canónico é assim modificado:

"O matrimónio entre duas pessoas baptizadas, uma das quais tenha sido baptizada na Igreja católica ou nela recebida depois do baptismo, e outra pertencente a uma Igreja ou comunidade eclesial que não esteja em plena comunhão com a Igreja católica, é proibido sem a licença expressa da autoridade competente".

Quanto deliberámos com esta Carta Apostólica em forma de Motu Proprio, ordenamos que tenha vigor firme e estável, não obstante algo em contrário, mesmo que seja digno de menção particular, e que seja publicado no comentário oficial Acta Apostolicae Sedis.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 26 do mês de Outubro do ano de 2009, quinto do nosso Pontificado.

BENEDICTUS PP. XVI

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana

Balelas sobre a Inquisição...

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http://advhaereses.blogspot.com/2010/01/balelas-sobre-inquisicao.html

A Inqussição no seu Mundo

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As melhores obras de referência sobre a Inquisição atualmente são

em português:

1) José Bernardino Gonzaga, A inquisição em seu mundo, ed. Saraiva. Encontrado no 4shared, aqui:

http://search.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=inquisi%C3%A7%C3%A3o+mundo&searchmode=2&searchName=inquisi%C3%A7%C3%A3o+mundo&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0

Em espanhol, o melhor especialista em inquisição espanhola, e que destruiu a lenda negra é H. Kamen.

2) HENRY KAMEN, La Inquisição espanhola, una revision histórica,Ed. crítica, Barcelona, edição revista de 2004.

Outra obra importante, mas de preço bem salgado são as atas do simpózio internacional sobre a Inquisiçao.

3) L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003. Artigos em diversas línguas, incluindo o espanhol, francês, português, inglês e italiano.

4) Outro autor significativo é
Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas.

5) No 4 shared também é bom baixar:
Vittorio Messori, Leyendas negras de la Iglesia.

http://search.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=Vittorio+Messori&searchmode=2&searchName=Vittorio+Messori&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0
5) E sobre a Idade Média: Regime Pernoud, Luz sobre a Idade Média.

http://search.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=regine+Pernoud&searchmode=2&searchName=regine+Pernoud&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0
Algumas citações das atas e de Kamen aqui:

http://advhaereses.blogspot.com/search/label/Inquisi%C3%A7%C3%A3o

http://advhaereses.blogspot.com/2010/01/inquisicao-era-menos-temivel-que.html

Bento XVI: diálogo irrevogável com os judeus

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18/01/2010 (1:12)

A nossa proximidade e fraternidade espirituais encontram na Bíblia Sagrada o fundamento mais sólido e perene, com base na qual somos constantemente colocados diante das nossas raízes comuns, da história e do rico patrimônio espiritual que compartilhamos; foi o que disse Bento XVI na tarde deste domingo na sua visita à sinagoga de Roma.

Recordando o Concílio Vaticano II, Bento XVI observou como O evento conciliar deu um impulso decisivo ao compromisso de percorrer um caminho irrevogável de diálogo, de fraternidade e amizade. O drama singular e transtornador da Shoah representa, para o Pontífice, o vértice de um caminho de ódio que nasce quando o homem esquece o seu Criador e coloca a si mesmo como o centro do universo.

Em seguida uma recordação dos judeus romanos deportados: Infelizmente, disse, muitos foram indiferentes, todavia muitos, também entre os católicos italianos, sustentados pela fé e pelo ensinamento cristão, reagiram com coragem, abrindo os braços para socorrer os judeus perseguidos e fugitivos, muitas vezes arriscando a própria vida, e merecendo uma gratidão perene. Também a Sé Apostólica desenvolveu uma ação de socorro, muitas vezes escondida e discreta.

http://www.h2onews.org/portugues/106-papa/22444554-bento-xvi-dialogo-irrevogavel-com-os-judeus.html

Saramago acredita que "Caim nunca existiu".

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Saramago acredita que "Caim nunca existiu". - "tudo aquilo é absurdo, disparatado". Julga, porém, que isso "é indiferente". "A Bíblia tem uma influência muito grande na nossa cultura e até na nossa maneira de ser. Sem a Bíblia seríamos outras pessoas - provavelmente melhores", disse.

Para "abrir o apetite" dos presentes, o autor contou um bocadinho do livro. Condenado à errância, Caim conhece Lilith, "uma devoradora de homens" ( que "forçou" Saramago a, "pela primeira vez" na sua vida, "escrever páginas eróticas"). Quando dali parte cruza-se com outras personagens bíblicas, como Abraão. Saramago inventa-lhe "um outro presente" para recontar meia dúzia de episódios violentos e sustentar que Deus é cruel, vingativo e enlouquecedor.


A Bíblia, reiterou, é um livro impróprio para crianças, "um manual de maus costumes". "Sempre disse que nunca inventei nada. Limito-me a pôr à vista. E, de certo modo, é o que faço com este livro", declarou. Apesar de tudo, está convencido de que Caim "é um livro divertidissímo". E que a Igreja Católica não se incomodará. Os católicos pouco ligam ao Antigo Testamento. Quem se poderá incomodar serão os judeus. "Não é contra Deus que escrevo, uma vez que Ele não existe. É contra as religiões. Para que servem as religiões? Não servem para aproximar as pessoas. Nunca serviram." outubro 2009

(Este senhor está a ser manipulado pelo "maligno" que se aproveita dos que não querem Deus nas suas vidas.comentário de pe. Alexandre)

A importância de sermos nós mesmos!

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*Pe. Felipe

http://interiorortodoxo.blogspot.com/2009/08/editorial.html
Certo dia, um discípulo, que era muito orgulhoso, veio ver um Mestre. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o discípulo sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre?
- “Por que estou me sentindo inferior”?
Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"
O Mestre falou:
- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei".
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o discípulo estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o discípulo perguntou novamente:
- "Agora você pode me responder por que me sinto inferior?"
O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
- Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior:
Por que me sinto inferior diante de você?
Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.
O discípulo então argumentou:
- Isto se dá porque elas não podem se comparar.
E o Mestre replicou:
- Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é, e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto nós, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta.Tudo é necessário e tudo se encaixa.
É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único.
Você é necessário e basta.
Na Natureza, tamanho não é diferença.
Tudo é expressão igual de vida!
A todos um ótimo final de semana, sendo nós mesmos e que Deus nos sabedoria e abençoe a todos.

Pe. Felipe é ortodoxo, casado, pai de uma filha, bacharelado e filosofia pelo Centro de Estudos Superiores – Sagrado Coração de Jesus, comunicador com curso pelo SEPAC, bacharelado em teologia (com reconhecimento do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla) e graduando em letras pela faculdade COC. www.interiorortodoxo.blogpot.com padre_felipe@yahoo.com.br

Música Sacra volta a Beja

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Famosa pelas suas condições acústicas, a igreja matriz de Santiago do Cacém recebe, no dia 23 de Janeiro, o concerto de abertura da 6.ª edição do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, com Jordi Savall e Pedro Estevan. É o ponto de partida para uma temporada que se estende até 8 de Maio e tem como objectivo o aprofundamento das relações entre a música antiga e a expressão artística contemporânea, segundo lembra o título escolhido: “Limites Imensos – A Contemporaneidade na Música Antiga”.

Resultante da parceria do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja com a Arte das Musas, o Festival Terras sem Sombra é dirigido, desde a primeira hora, por José António Falcão e Filipe Faria. Visando a formação de novos públicos e a abertura de igrejas de notável valor, algo fundamental numa região em que, até há pouco, estas lacunas eram gritantes, os seus espectáculos são, todos eles, de acesso livre. Sem bilhetes ou reservas, porque a cultura deve ser um bem acessível a todos, mesmo longe dos grandes circuitos nacionais. Conta-se para isso com a colaboração da Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, da Delta e das câmaras municipais dos concelhos visitados. Aos pontos já habituais (Almodôvar, Alvito, Beja, Castro Verde e Santiago do Cacém) associou-se este ano, pela primeira vez, Grândola.

Atingida a maturidade, o Festival permanece fiel à sua vocação – dar a conhecer os grupos portugueses mais qualificados, com um especial atenção para os jovens intérpretes –, mas não descura a internacionalização. O concerto que abre a edição de 2010 representa um passo de gigante nesta caminhada. Conseguir trazer Jordi Savall a Santiago do Cacém, quando se sabe que ele trabalha com uma agenda a longo prazo e é muito rigoroso na selecção dos eventos para os quais é convidado, exigiu persistência e diplomacia. O passo inicial ocorreu em 2002, na altura em que se estudava o lançamento do projecto Terras sem Sombra. Savall realizou um concerto na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, coincidindo com a exposição “As Formas do Espírito – Arte Sacra da Diocese de Beja”, apoiada pela Santa Sé e por Portugal. O músico ficou entusiasmado com o que viu e quis conhecer o Baixo Alentejo. Ficou assim lançada a base de uma ideia que, desenvolvida com todo o cuidado ao longo dos últimos anos, pôde finalmente concretizar-se.

A escolha da igreja matriz de Santiago do Cacém para o arranque da 6.ª edição do Festival resulta também de um trabalho constante. Fundado em inícios do século XIII, este monumento, sede de uma antiga colegiada da Ordem militar de Santiago, é um dos mais belos exemplos do Gótico monástico-militar. Apesar de pertencer ao Estado e possuir a classificação de monumento nacional, permaneceu durante muito tempo ao abandono. Uma comissão local de salvaguarda conseguiu, em colaboração com o Ministério das Obras Públicas e a Câmara Municipal, recuperá-lo e mantê-lo aberto. As condições acústicas e a aura espiritual fazem dele um sítio muito cobiçado para a interpretação de música antiga, ocupando posição de relevo no Festival Terras sem Sombra.

Savall, mestre de mestres

Jordi Savall ocupa um lugar próprio no universo da música. Há trinta anos que se dedica a revelar maravilhosos fenómenos musicais, abandonados na obscuridade e na indiferença, estudando-os e interpretando-os na viola da gamba ou como maestro. Trata-se de um repertório fundamental oferecido aos melómanos exigentes. Através dos três ensembles musicais fundados com Monserrat Figueras, Hespèrion, La Capella Real de Catalunya e Le Concert des Nations, soube criar um universo repleto de emoções e beleza, dádiva para todos os apaixonados pela música.

Nascido na Catalunha, Savall é uma das personalidades musicais mais polivalentes da sua geração. Concertista, pedagogo, investigador, tornou-se um dos protagonistas da actual revalorização da música histórica. A participação no filme de Alain Corneau, Todas as Manhãs do Mundo (César para a Melhor Banda Sonora), a intensa actividade de concertos (cerca de 140 por ano), a discografia (seis gravações por ano), sem esquecer a criação da sua própria etiqueta, Alia Vox, provam que a música antiga nada tem de elitista.

Colaborador habitual de Savall e Figueras, Pedro Estevan estudou no Conservatório Superior de Música de Madrid e em Aix-en-Provence, onde frequentou o Curso de Percussão Contemporânea e Africana com o senegalês Doudou Ndiaye Rose. Aprofundou também a técnica de “hand drums” com Glen Velez. Foi membro fundador da Orquestra das Nuvens e do Grupo de Percussão de Madrid. Músico eclético, dedica-se principalmente à música antiga e contemporânea. É professor de Percussão Histórica na Escola Superior de Música da Catalunha.

Savall e Estevan, peritos na recuperação de sonoridades esquecidas, assinalam o ponto de partida de um programa ambicioso. O seu recital, fruto de muitos anos de investigação musicológica, privilegia o diálogo Oriente-Ocidente, pondo em confronto “músicas antigas” e “músicas do mundo”. Das tradições sefarditas da Argélia e da Turquia às “danças do vento” e “das espadas” dos berberes e às melodias litúrgicas do Ocidente medieval (Itália, Castela, Leão), um percurso de vários séculos relembra a identidade do Grande Mediterrâneo, ponto de encontro do Judaísmo, do Cristianismo e do Islão em torno de uma herança comum. Algo que faz todo o sentido numa iniciativa destinada a unir a arte de dois senhores da música ao património religioso do Baixo Alentejo, também ele alvo de intenso esforço de resgate nos últimos anos.

Aliança das Civilizações

O interesse pela aliança das civilizações, aliás, manifesta-se em toda a arquitectura do Festival, que aposta forte no cruzamento de tendências artísticas diversas, sem preconceitos, mas assumindo, como em edições anteriores, grande preocupação com a coerência e a qualidade das propostas apresentadas. Existe uma aposta na valorização das grandes correntes da música sacra, associando-a à redescoberta das igrejas do Baixo Alentejo enquanto espaços de referência para a identidade do território.

Esta opção põe em destaque uma realidade que não olha só para o passado e continua a ter papel importante na cultura dos nossos dias. O fio condutor da iniciativa, de resto, assenta no diálogo com os criadores do presente, agentes fundamentais para dar voz a um conjunto de vivências hoje muitas vezes esquecido (ou silenciado).

Isto desperta o interesse do público e da crítica. Contando invariavelmente com “casa cheia” – e algumas igrejas levam mais de 500 pessoas! –, o Terras sem Sombra perfila-se hoje como o ciclo musical mais importante do Alentejo. A sua área de influência, aliás, vai para além das fronteiras da região, atraindo espectadores de diferentes pontos do país e da vizinha Espanha. Para tal contribuem algumas marcas próprias do Festival, a começar pelo facto de que este se propõe traçar, numa linguagem sem elitismos, pensada para o grande público, uma “história da música”, subordinando cada edição a um capítulo do património musical. Outro traço distintivo da iniciativa prende-se com o seu carácter itinerante. Ao invés de estar centrada numa terra, a programação abrange diferentes concelhos da região, escolhendo igrejas com relevância artística e musical. Cada espectáculo é antecedido por visitas guiadas e por uma palestra sobre a história e a arte do monumento.

Arte sacro y cultura arquitectónica (espanhol)

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El esfuerzo de volver visible la fe
El artista verdaderamente libre sabe mirar al pasado
por: Paolo Portoghesi


Cincuenta años nos separan del día en el cual Juan XXIII decidió convocar el concilio Vaticano II y se impone una reflexión, en el mundo de la cultura arquitectónica, sobre el resultado de aquel largo proceso de innovación en el campo de la arquitectura religiosa católica que surgió a partir de la reforma litúrgica y se ha concretado en los miles de iglesias católicas construidas desde entonces en todo el mundo. Quien esto escribe, habiendo participado desde el principio y con diferentes experiencias de proyectos y realizaciones en busca de un nuevo modelo eclesial, atribuye a esta reflexión un valor autocrítico y propositivo.

La primera de las cuatro constituciones conciliares, la promulgada el 4 de diciembre de 1963, advertía:
“Para conservar la sana tradición y abrir, con todo, el camino a un progreso legítimo (...) no se introduzcan innovaciones si no lo exige una utilidad verdadera y cierta de la Iglesia, y sólo después de haber tenido la precaución de que las nuevas formas se desarrollen, por decirlo así, orgánicamente a partir de las ya existentes” (SC, 23). Palabras relativas a la renovación litúrgica que podían, sin embargo, extenderse razonablemente también a la innovación de las formas y de las tipologías arquitectónicas.

El clima cultural de los años Sesenta del siglo pasado, influenciado aún por la confianza ilimitada en las revoluciones, favoreció, por parte de los arquitectos, una interpretación radical del “legítimo progreso” y una soberana indiferencia por la “sana tradición”, vista como obstáculo a una drástica palingenesia basada en hacer tabla rasa de todo lo anterior.

Ante todo, fue puesta en tela de juicio la sacralidad del edificio religioso a partir del tema de la diferencia entre Iglesia espiritual e iglesia edificio, contraponiendo nociones cuya complementariedad era, sin embargo, afirmada por la Tradición, como por ejemplo: la
Domus Ecclesiae y la Domus Dei, la Iglesia como Cuerpo místico de Cristo y la Iglesia como Pueblo de Dios, la Iglesia de Dios y la Iglesia de los hombres.

Se comenzó a discutir la colocación de los puntos litúrgicos tradicionales –altar, ambón, tabernáculo, baptisterio– y las relaciones de cada uno de ellos con la comunidad de los fieles, a quienes el Concilio exhortaba a una participación activa. Para ciertos problemas, como el de establecer un equilibrio entre el altar y el ambón, se llegaron a proponer soluciones paradójicas, como la de dividir a los fieles en dos filas contrapuestas, colocando el altar y el ambón en los extremos del corredor formado entre las dos filas separadas. Los elementos arquitectónicos que se habían mantenido invariables durante siglos (el ábside, la nave, la estructura cruciforme, el tibutio o la cúpula como fuente de luz) fueron por lo general rechazados como inútiles a efectos de la configuración de un nuevo espacio comunitario centrado caracterizado por la orientación del sacerdote hacia los fieles.

Mais: http://roma-aeterna-una-voce.blogspot.com/

Divina Liturgia, letanía (video)

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Descoberta rede clandestina de Pio XII que protegia Judeus na Segunda Guerra Mundial

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Pio XII criou uma rede clandestina para salvar a vida dos judeus perseguidos pelos nazistas. Um dos membros desta rede ainda é vivo: trata-se do sacerdote italiano Giancarlo Centioni, que nasceu em 1912. De 1940 a 1945 foi Capelão militar em Roma da Milícia Voluntária para a Segurança Nacional e viveu em uma casa de sacerdotes alemães que o envolveram na rede de salvação.

Na Alemanha, recorda o sacerdote Centioni, a sociedade era guiada pelo padre Josef Kentenich, conhecido em todo o mundo como o fundador do Movimento apostólico de Schönstatt. Este sacerdote Palotino sucessivamente foi feito prisioneiro e fechado no campo de concentração de Dachau, até o fim da guerra.

Esta rede entregava passaportes e dinheiro às famílias judias para poderem fugir.

As intervenções desta rede tiveram início antes da invasão alemão da Itália.

Esta atividade era muito perigosa.

Padre Centioni, como capelão, conheceu o oficial alemão Herbert Kappler, comandante da Gestapo em Roma e autor do ecídio das Fosse Ardeatinas, onde foram assassinados 335 italianos, entre os quais muitos civis e judeus.

Padre Centioni assegura que as centenas de pessoas que pôde ajudar tinham conhecimento de quem dirigia tudo aquilo.

Morava na Casa geral dos Palotinos, quando fui convidado a participar pelos meus colegas sacerdotes alemães. Já que eu era capelão fascista, era mais fácil ajudar os judeus.

Então os meus colegas sacerdotes Palotinos, provenientes de Hamburgo, tinham fundado uma sociedade que se chamava “Raphael's Verein” (sociedade de São Rafael), que fora instituída para ajudar os judeus.

Além do mais para ter a possibilidade de fugir da Alemanha para a Itália antes, e depois ou para a Suíça ou para Lisboa.

Em Roma, sempre na Via Pettinari 57, o chefe de toda essa atividade era o padre (Anton) Weber, o qual tinha um contato direto com Pio XII e a Secretaria (de Estado Vaticana). O dinheiro e os passaportes eram dados pelo padre Anton Weber e depois entregues às pessoas. Porém, ele os obtinha diretamente da Secretaria de Estado de Sua Santidade, em nome e por conta de Pio XII.

Parte do dinheiro eu levei à casa de judeus.

Comigo, ajudram pelo menos 12 sacerdotes alemães em Roma.

Tiveram início antes da guerra, e duraram pelo menos, naquilo que eu sei, também depois de 45, porque as relações com padre Weber, especialmente, eram muito vivas... no Vaticano, com os judeus...tanta brava gente. Entre aqueles que depois nos ajudaram se encontravam dois judeus que nós escondemos: um literato (Melchiorre) Gioia, e um grande músico compositor de Viena daquele tempo, que escrevia canções e fazia operetas, Erwin Frimm Kozab. Eu o escondi na Via Giuseppe, Via Bari, o outro na Via Pettinari 57, e eles nos ajudaram muito dando indicações precisas, etc. etc.

Bem eu ajudei Ivan Basilius, um espião russo, que eu não sabia que era espião: ele era judeu. Infelizmente a SS o prendeu e na agenda encontram o meu nome. Então, meu Deus! Chamou-me a Santa Sé, Sua Excelência Hudal [alto e influente prelado alemão em Roma] e me disse: “venha aqui, porque a SS ira prendê-lo”. “E o que eu fiz?”. “O Senhor ajudou um espião russo”. “Eu? Fiz isso? Quem é?”. Então, eu fugi.

Eu durante o tempo alemão, depois que no mês de março perpetraram o massacre [nas Fossas Ardeatinas], disse a Kappler, que eu via frequentemente (…) “por que você não chamou os capelães militares às Fossas Ardeatinas?”. “Porque os teria eliminado e eliminado também o senhor”.

Ajudava-os Pio XII, através de nós sacerdotes, através da “Raphael's Verein”, através da Sociedade Verbita Alemã em Roma.

http://www.h2onews.org/portugues/105-santa-se/22444478-descoberta-a-rede-clandestina-de-ajuda-aos-judeus-de-pio-xii.html

Palestra para 21 mil jovens

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Por Matt Palmer
em 23 de novembro de 2009

KANSAS CITY – Adultos falando sobre sexualidade para um monte de jovens normalmente seria uma coisa que teria tudo para dar errado. Quando Jason e Crystalina Evert falaram para mais de 21 mil jovens no último dia 20 de novembro, e pregaram sobre os calores da castidade, a última coisa que se esperava era que desse certo. Mas deu certo, sim!

No final da palestra de Evert, que durou cerca de 40 minutos, os jovens reunidos na Conferência Nacional de Jovens Católicos no Sprint Center se levantaram e aplaudiram com entusiasmo.

“Garotas, mudem essa história”, dizia Jason Evert durante sua parte. “Deixe que os rapazes tenham medo de perdê-las caso não lhes respeitem o suficiente. Se você baixar os seus níveis de exigência e de moral para encontrar alguém, simplesmente não é amor o que você vai encontrar”. Alguns gritaram “Amem” na audiência.

Crystalina Evert falou sobre as festas e as experiências sexuais que teve durante sua adolescência. Ela encontrou refúgio em Deus e mudou sua vida. Ela disse que as jovens mulheres podem sempre mudar de vida. “Não interessa o que você fez, ou o que aconteceu com você”, ela disse. “Tudo que interessa é para onde você vai agora”.

No meio da multidão estavam jovens da Arquidiocese de Baltimore, alguns deles tinham visto o casal Evert no vídeo “Teologia do Corpo para Jovens”. No dia seguinte, eles estavam reunidos em uma mesa em um restaurante compartilhando algo sobre a palestra. “Depois que ouvi Jason, passei a usar esse anel, que me lembra meu compromisso de viver a castidade”, disse Katie Lutz, que aprecia o trabalho de divulgação da castidade que Jason faz.

A tentação sexual é algo com que os jovens se deparam. “Eu tenho 17, e tenho uma namorada”, disse Josh Twery. “Existe uma pressão. O que Jason e Crystalina disseram traz uma nova luz”. Allison Boyd disse que as jovens desejam um amor verdadeiro e profundo. “Eu acho que os rapazes também desejam isso”, disse ela. Ben Kirby, outro jovem paroquiano, disse que a palestra de Jason e Crystalina deu o que falar.

“Acredito que se você se comprometer com Deus e praticar aquilo em que acredita, não poderá estar errado”. Bem disse: “Sua recompensa será maior depois, e você terá um casamento muito melhor”.

Jason Evert - Sexualidade

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9 de Janeiro 1522: Eleição do Papa Adriano VI

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Adriano VI (Adriaan Florenszoon Boeyens, Utreque, 2 de Março de 1459 – Roma, 14 de Setembro de 1523) foi eleito Papa no dia 9 de Janeiro de 1522. Foi o último não italiano antes de João Paulo II e foi o penúltimo a não mudar de nome após a eleição (Marcelo II, papa em Abril de 1555, também não mudou de nome).

Impopular entre os italianos, Adriano VI foi eleito já no contexto da reforma protestante, sem estar presente no conclave. Aos olhos do clero católico, vindo da Holanda, era tido como próximo da cultura alemã, onde o monge agostinho Lutero estava a dividir a Igreja (teses afixadas em 1517; excomunhão em 1521). Esperava-se dele, Papa, um papel conciliador, ainda que se temesse que fosse um joguete nas mãos de Carlos V, de quem fora preceptor (na realidade, mostrou-se independente de Carlos V a não se despedir dele quando partiu para Roma).

Adriano foi coroado no dia 31 de Agosto de 1522 e morreu no dia 14 de Setembro de 1523. Homem simples, com sentido do dever, começou por ficar apenas com quatro servidores pessoais dos cem que o Leão X, seu antecessor, tinha.

Não teve tempo de conciliar as facções, embora começasse por reformar o sistema de indulgências e a própria Cúria Romana. Mas não foi capaz de cativar para o seu lado os cardeais que também desejavam a reforma. Morreu entre a indiferença generalizada.

http://tribodejacob.blogspot.com/2010/01/9-de-janeiro-de-1522-eleicao-do-papa.html

Misa Tradicional Catolica [Video (Misa Tridentina)] I, Como celebrarla, explicacion en español. 1 de 7

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Epifania do Senhor, Santos Reis Magos

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Neste dia, segundo domingo após o Natal, a Igreja celebra a festa da Epifania, ou seja, a visita dos Magos que foram adorar o Menino Jesus. Epifania, em grego, significa manifestação.

Essa visita simboliza a manifestação de Nosso Senhor não somente aos judeus, mas a todas as nações da Terra.

***

Tranqüilidade sobrenatural e oração diante do Menino-Deus

Os Reis Magos, de acordo com a Tradição, vieram do Oriente trazendo seus presentes para o Menino Jesus.

Nesse afresco — de autoria do famoso pintor italiano Giotto(*) — Nossa Senhora, tendo seu Divino Filho no colo, aparece sentada numa espécie de troneto colocado sobre um estradozinho ricamente atapetado, e ricamente vestida. Para receber os Reis, compreende-se que Ela se vestiu com aparato.

Atrás de Nossa Senhora aparecem um anjo, São José, santos e outras pessoas do Templo que o autor quis representar. Ou talvez sejam pessoas que algum dia no futuro haveriam de contemplar tal cena em espírito e em oração.


Chama a atenção o seguinte: um dos reis está adorando o Menino Jesus e osculando seus pés. Os dois outros monarcas estão tranqüilos, comprazidos em oração diante de Nossa Senhora e do Menino-Deus, vendo seu companheiro de viagem, seu irmão na realeza, adorar o Divino Infante.

E estão contentes com tudo o que se passa, aguardando chegar a vez deles. Mas sem impaciência, com a tranqüilidade e a serenidade medieval, que exprimia bem a presença de Deus, o espírito e a graça divinos na alma desses personagens.

Logo atrás dos dois Reis, nota-se um homem que está freando ou subjugando o camelo, a fim de que este não crie problemas. Esse personagem é um animalis homo, sem nada de sobrenatural, de tranqüilo e sereno. É um homem bruto, agitado e prestando atenção em tudo, de nariz pontudo, de olhos saltados e mandão. Está bem à altura de um tratador de camelos.

(Por Plinio Correa de Oliveira, sem revisão do autor. Extraído de Catolicismo)

http://boletim-ultima-semana.blogspot.com

Imagens Tradiconais

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É só um pouco de pornografia, não sou viciado. Qual o problema?

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Por Mike Genung

Há um tempo atrás eu liguei para um velho amigo para dizer um oi, e a conversa acabou chegando no meu envolvimento na ajuda aos que sofrem por causa da sexualidade. Depois que falei dos 20 anos que lutei contra o vício em sexo, meu amigo disse: “bem, eu não sou viciado, só vejo pornografia de vez em quando!”.

Hoje em dia há muitos que se dizem “usuários casuais de pornografia”. Eles se permitem ver pornografia ocasionalmente, talvez só algumas vezes no ano, de modo que acham que isso não tem problema. Afinal de contas, são apenas figuras, fotos, e ninguém mais vai ver; como alguém pode se machucar com isso?

Em Mateus 5, 27 Jesus disse:

“Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’, mas eu porém vos digo que quem olha para uma mulher com luxúria em si já cometeu adultério com ela em seu coração”.

Dessas palavras fortes de Jesus sabemos que olhar com desejo desordenado para uma mulher é cometer adultério emocional e espiritual. Ter sexo “consigo mesmo” enquanto olha para figuras de mulheres sem roupa é levar esse pecado de adultério um nível além; é adicionar experiência sexual à luxúria, colocando mais combustível no fogo.

O que diria sua esposa se você se aproximasse dela e dissesse: “amor, esse ano eu vou cometer adultério apenas três vezes, uma vez neste mês, outra em julho e outra em dezembro, mas eu não vou tocar em ninguém, vou apenas me masturbar olhando para figuras de mulheres sem roupa, mas vai ser apenas eu e as figuras, eu não vou ter realmente sexo com ninguém, ok?”.

Obviamente sua esposa ficaria triste e profundamente ferida. Por que? Porque ela sabe que o verdadeiro amor vem do coração, e você está pegando seu amor, que você tinha prometido ser só para ela, e direcionando-o a outra pessoa.

Eu sei de uma esposa que viu seu marido se masturbando enquanto via pornografia. Feriu muito seu coração ver seu marido ali tendo sexo “consigo mesmo”, com revistas pornográficas espalhadas no chão na frente dele. O trauma pelo qual passou esse casal não foi muito diferente do que eles teriam experimentado se ele tivesse sido pego com outra mulher.

Outra mulher de um homem que lutava contra o vício em sexo escreveu:

“Meu marido e eu estamos casados faz pouco mais de um ano. Ele tinha um problema com pornografia, e está 'limpo' agora há mais de dois anos. Até hoje eu luto contra essa dor, e não sei como me recuperar. Peço a Deus para tirar minha dor, para que possamos ter momentos íntimos sem que eu fique me lembrando do que ele fez. Eu o perdoei, mas isso dói muito em mim. Eu nunca serei aquela figura, aquela foto, e como eu posso saber que ele não espera que eu seja ela? Eu devo ser amada, e como posso satisfazer um marido que pode ser satisfeito com uma figura de uma mulher fantasiosa que eu nunca vou ser, uma figura de alguém que nunca vai ser sua esposa? Os homens deviam saber que, se eles têm uma esposa ou planejam se casar um dia, isso realmente a machuca. Meu marido sofreu comigo essa dor que tenho. Acredite ou não, ela afeta nossa vida sexual, e não consigo evitar que isso venha na minha mente... toda vez."

Uma das grades mentiras que o demônio diz é que “um pouco de luxúria não vai machucar; vá em frente, é só você e as figuras, ninguém vai saber”. A verdade é que “um pouco de pornografia” está ajudando a acabar com muitos casamentos. Um encontro de 2003 da Academia Americana de Advogados que lidam com divórcio mostrou que dois terços dos 350 advogados presentes disseram que a pornografia por Internet tinha contribuído para mais da metade dos casos de divórcio que eles tinham lidado.

Meu amigo, talvez você não seja viciado em pornografia, mas se você vê pornogafia de vez em quando, está cometendo adultério e ferindo sua esposa. Você também está prejudicando sua alma e deformando seu caráter. “Uso casual de pornografia” não difere muito do vício em pornografia, e pode até ser pior. Aqueles que lutam contra o vício em pornografia geralmente atingem o “fundo do poço” rapidamente, o que os força a buscar ajuda logo. Tenho visto usuários casuais de pornografia que levam seu pecado até a idade madura. Não precisa ser assim...

http://vidaecastidade.blogspot.com/

The Christ Child - São Josemaría escrivá (Opus Dei)

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A verdade por trás da fantasia da pornografia

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Por Shelley Lubben

Nota: O conteúdo pode não ser adequado para crianças.

Filmes pornográficos cheios de cenas de sexo apresentando louras cujos olhos sedutores parecem dizer “quero você” possivelmente são uma das maiores enganações de todos os tempos. Acredite em mim, falo com propriedade. Eu fazia isso o tempo todo, eu fazia filmes, e tudo por desejo de poder e por amor ao dinheiro. Eu nunca gostei de sexo. Eu nunca quis fazer sexo. É isso mesmo, nenhuma de nós – mulheres lindas com o cabelo recém tingido de loiro – nenhuma de nós gosta de fazer pornografia. Na verdade, a gente detesta. Odiamos ser tocadas por estranhos que nem ligam para nós. Odiamos ser degradadas com seus odores desagradáveis e corpos suados. Algumas mulheres odeiam tanto que se pode ouvi-las vomitando no banheiro entre as cenas. Outras podem ser vistas do lado de fora fumando interminavelmente cigarro após cigarro...

Mas a indústria pornográfica quer que VOCÊ pense que as atrizes pornográficas adoram sexo. Eles querem que você pense que gostamos de ser degradadas por todo tipo de atos repulsivos. Na verdade, atrizes pornográficas têm chegado no “set” de filmagem sem saber de certos requerimentos, e os produtores falam que ela tem que fazer aquilo ou sair sem receber pagamento. Trabalhe agora ou não trabalhe nunca mais. Sim, nós escolhemos. Algumas precisavam do dinheiro. Mas fomos manipuladas, coagidas, e até ameaçadas. Algumas de nós pegaram Aids, eu pessoalmente peguei Herpes, uma doença sexualmente transmissível (DST) que não tem cura. Outra atriz pornô foi para casa depois de tentar em vão fugir de sua dor, colocou uma pistola na cabeça e puxou o gatilho. Agora ela está morta.

Seguramente pode-se dizer que a maioria das mulheres que começam a atuar em filmes pornôs para fazer dinheiro provavelmente não cresceu em um ambiente saudável em sua infância também. De fato, muitas atrizes admitem ter sofrido abuso sexual, abuso físico, abuso verbal e negligência por parte dos pais. Algumas foram estupradas por parentes e molestadas por vizinhos. Quando éramos pequenas garotas queríamos brincar com bonecas e ser mãe delas, e não ter grandes e assustadores homens em cima de nós. Então nos ensinaram desde criança que o sexo nos fazia ter valor. As mesmas violações horríveis que experimentamos naquela época, passamos a reviver enquanto fazemos nossos truques diante das câmeras. E nós odiávamos cada minuto daquilo. Somos apenas pequenas meninas traumatizadas vivendo à base de anti-depressivos, drogas e álcool, e teatralizando nossa dor na frente de VOCÊ, que continua abusando de nós.

Enquanto continuamos nos traumatizando ao fazer mais e mais filmes “adultos”, usamos mais e mais álcool e drogas. Vivemos constantemente com medo de pegar Aids e DST’s. Toda vez que receamos estar com o vírus e entramos em pânico, corremos para a clínica mais próxima para um “checkup” de emergência. Os produtores de filmes pornôs insistem em oferecer aos espectadores o sexo fantasioso que eles demandam, sacrificando ao mesmo tempo aqueles mesmos que fazem tudo acontecer. Herpes, gonorréia, sífilis, clamídia, e outras doenças fazem parte das angústias com que lidamos diariamente. Fazemos testes todo mês, mas sabemos que teste não é prevenção. Além da preocupação em pegar uma doença, há outras atividades prejudiciais que fazemos e que também são muito perigosas. Algumas de nós tiveram danos físicos em partes internas do corpo.

Quando as atrizes pornográficas terminam o dia e vão para casa, tentam estabelecer relações saudáveis, mas alguns de nossos namorados ficam com ciúmes e abusam fisicamente de nós. Portanto, ao invés de relacionamento com outra pessoas, casamos com os diretores dos filmes, enquanto outras de nós preferem relacionamentos lésbicos. Realmente um momento marcante é quando nossa filha acidentalmente sai para fora e vê mamãe beijando uma outra mulher.

Em nossos dias de folga caminhamos por aí feito zumbis, com uma cerveja em uma mão e um copo de uísque na outra. Não conseguimos fazer a limpeza, por isso vivemos no meio da porcaria a maior parte do tempo ou contratamos uma doce senhora estrangeira para vir e limpar a bagunça. Atrizes pornôs também não são boas cozinheiras. Pedir comida fora é normal para nós, e a maioria das vezes vomitamos depois de comer, porque somos bulímicas.

Para aquelas atrizes pornôs que têm filhos, nós somos as PIORES mães. Reclamamos, gritamos e batemos nas crianças sem razão. A maior parte do tempo estamos intoxicadas ou “altas”, e nossas crianças de 4 anos de idade é que nos ajudam a levantar do chão. Quando chegam clientes para o sexo, trancamos as crianças nos quartos, e dizemos para ficarem quietas. Eu costumava dar para minha filha um “beep”, falando para ela esperar no parque até que tivesse terminado.

A verdade é que NÃO HÁ fantasia na pornografia. É tudo uma mentira. Um olhar mais cuidadoso nas cenas da vida de uma estrela pornô mostrará a você um filme que você não quer ver. A verdadeira realidade é que nós, atrizes pornôs, gostaríamos de dar um ponto final na vergonha e no trauma das nossas vidas, mas não podemos fazer isso sozinhas. Precisamos que vocês, homens, lutem pela nossa liberdade e nos devolvam a honra. Precisamos que vocês nos segurem em seus braços fortes enquanto choramos amargamente nossas lágrimas sobre nossas profundas feridas, e comecemos a nos curar. Queremos que vocês joguem fora nossos filmes e ajudem a juntar novamente os fragmentos dispersos de nossas vidas. Precisamos que vocês rezem por nós pelos próximos quinze anos, para que Deus escute e repare nossas vidas arruinadas. Portanto, não acredite mais em mentiras. Pornografia nada mais é do que sexo “fake”, de faz de conta, na tela do vídeo. Acredite em mim, eu sei o que estou falando.

Shelley Lubben – ex-atriz pornográfica
“Dedicado a todas as atrizes pornográficas que pegaram Aids, morreram de overdose de drogas e cometeram suicídio.”

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Mensagem de S. S. Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla - Nova Roma, por ocasião do NATAL de 2009

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«O Céu e a Terra hoje se unem, pois é o nascimento do Cristo.
Hoje Deus desceu sobre a terra, e o homem ascendeu aos céus»
. (Hino do ofício de Natal)

A distância e a polarização entre Deus e o homem, conseqüência do pecado do homem, foi anulada pela assunção da natureza humana íntegra por parte do Filho Unigênito e Verbo Eterno de Deus. A Encarnação do Filho de Deus, segundo a sua «complacência», ou seja, de acordo com a sua primazia e arcana vontade, anula toda a distância, une o céu com a terra, a criatura com o seu Criador!

«Hoje é o prelúdio da complacência de Deus e a proclamação da salvação dos homens», cantava a Igreja durante a festividade da Apresentação no Templo da Mãe de Deus. Através da apresentação e consagração da Bem Aventurada Virgem Maria no templo e sua preparação para chegar a ser espaço para o Deus que transcende o espaço, foi inaugurada a senda da Providência encarnada de Deus e proclamada a nossa salvação.

«Hoje é o fundamaneto de nossa fé e a revelação do arcano Mistério, preparado desde a eternidade: pois o Filho de Deus se faz Filho da Virgem!» Cantava ainda a Igreja na festividade da Anunciação. Por obra do Espírito Santo, o Inconcebível se faz semente no ventre sagrado da Virgem, e a concepção foi realizada. Assim, a natureza divina iniciou sua coexistência com a natureza humana, pois «Deus se faz homem para que todos nós nos deifiquemos», conforme expressa Santo Atanásio, o Grande.

A Complacência de Deus, pois, já celebrada na Festa da Apresentação de Maria no templo, e o anúncio de nossa Salvação revelado na Anunciação, hoje, no grande e santo dia da Natividade, se faz uma realidade palpável! Hoje o «Verbo se fez carne e habitou entre nós», e os anjos festejam este evento cantando: «Glória a Deus nas Alturas, paz na terra, e benevolência entre os homens!» [...] Leia a mensagem na íntegra AQUI, ou clique AQUI para ver ou baixar arquivo em pdf.

http://www.ecclesia.com.br/news

Novas relações entre Russia e Roma (video)

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A Natividade

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Texto bíblico: Lucas 2, 1-20

Introdução

O ícone da Natividade é o prólogo dessa grande epopéia que é a história da Salvação. E, como no Prólogo dos poemas encontramos sintetizados os pontos destacados do que se cantará, assim, no ícone da Natividade contemplamos o conjunto dos mistérios do cristianismo: a encarnação, a morte e a ressurreição.

«Este é o acontecimento pelos quais os Patriarcas suspiravam,
os Profetas predisseram e os justos desejavam ver» .

S. João Crisóstomo, Sermão 34

«Deus se manifestou nascendo,
a Palavra toma expressão,
o invisível se faz visível,
o inatingível se faz palpável,
o intemporal entra no tempo,
o Filho de Deus se torna Filho do Homem».
S. Gregório Naziazeno. Sermão 38
«Que podemos te oferecer, ó Cristo,
por nos teres te mostrado sobre a terra, como homem?
Cada uma de tuas criaturas traz seu testemunho de gratidão:
os Anjos te oferecem o canto, os céus a estrela,
os Magos seus presentes, os Pastores seu assombro,
a Terra uma gruta, o deserto um presépio.
Nós, porém oferecemos-te uma Mãe Virgem».

Hino de Vésperas – atribuído a Anatólio

A Montanha, os Anjos e os Pastores

A Montanha

A cena está enquadrada por uma montanha em forma piramidal que se estende por todo espaço visual do ícone. É a montanha messiânica tal como Isaias o profetizou:

«O Monte do Senhor será erigido acima das montanhas e será mais alto que as colinas"…

«Ele agitará a mão até o Monte da Filha de Sião, até a Colina de Jerusalém»…

«Não se terá mais dano nem mal sobre meu monte santo, porque o país estará cheio do conhecimento do Senhor» (Is 2, 2; 10, 32; 11, 9)

A Montanha do Senhor, resplandecente, vem ao mundo, transpassa e transcende cada colina e cada montanha, quer dizer, a altura dos Anjos e dos homens. A montanha é Cristo.

Em alguns casos o monte apresenta dois cumes: as duas naturezas de Cristo, a humana e a divina.

Em primeiro plano, relativo à Montanha, se faz sempre representada a Mãe de Deus. Isto vem significar que a montanha é também imagem da Virgem: «O Monte Sião que ele ama» (Sl 77,68). «É a montanha que Deus se dignou eleger para sua morada» (Sl 67; 17-4).


O centro da cena é ocupado por uma plataforma onde Maria esta ajoelhada, pela gruta do nascimento na que Deus se manifesta. Nesta Montanha, o Novo Sinai, de onde Deus se revela, Deus é quem está à entrada da gruta e a humanidade, simbolizada por Maria, pode ver face a face a Deus sem cobrir o rosto, pois Deus está sob o véu da carne em Jesus Cristo. Deus se fez homem. Deus se fez visível e acessível ao homem.

O contrário se passou na revelação do Sinai a Moisés: este se esconde na gruta e se cobre diante de Deus, só o pode ver a sombra, já que o homem não pode resistir ao esplendor e a beleza divina.

Por isso Deus se encarna, para fazer-se acessível ao homem, e para que este O possa ver sem medo e nem ter de cobrir seu rosto.

Os Anjos

Acima se fazem representar um grupo de anjos que cantam, contemplando o céu e a terra: «Glória a Deus nas alturas e na Terra paz aos homens que o Senhor ama». Representam a a natureza angélica que acode o evento extraordinário; um deles destacado do grupo, encontra-se falando com um ou mais pastores.

Este anjo anuncia ao pastor a grande alegria da salvação e o faz estendendo a mão e fazendo o sinal da encarnação trinitária: dois dedos juntos e três tocando-se pelas pontas. Seu significado é a salvação vinda de Deus Uno e Trino, através da encarnação de Cristo. O pastor e o Anjo estão em diálogo. Com a encarnação de Jesus Cristo, o mundo divino e o humano iniciam um dialogo que nunca mais se perderá. Deus estará no meio dos homens Ele mesmo lhes falará, e cada homem poderá falar diretamente com Deus, sem intermediários.

O Pastor

O Pastor, ou pastores, representam o povo «que caminha nas trevas e que viu uma grande luz» (Is 9,1). COm efeito, havia aparecido a luz sobre os habitantes da terra de sombras e de morte. Disse o anjo: «Anuncio-lhes uma grande alegria, lhes trago uma boa notícia, para todo o povo, pois nasceu para vós um Salvador, que é o Messias,o Senhor, na cidade de Davi. Isto tereis como sinal: encontrareis um menino envolto em panos e reclinado num presépio» (Os 10,12; Is 61,11).

Aos pés do Pastor, há um menino tocando uma flauta, é antítese da música celestial e faz referencia a um hino de matinas da vigília: «interrompendo o som das flautas dos pastores, a armada celestial gritava»…


A Gruta, a Virgem e o Menino

A Gruta

No centro do ícone se abre uma gruta que mostra as entranhas da montanha. Representa o inferno e a morte sobre as quais encontra-se Cristo, e que tentam engoli-Lo. É a mesma voracidade obscura que se fala no ícone da Ressurreição.

A Virgem

Fora da gruta está representada a Mãe de Deus. Geralmente está recostada, algumas vezes sentada e outras, ainda, joelhada, como neste caso. Esta postura ultima denota a influência ocidental. Ela é a Rainha que está erguida à tua direita posto que ela é a Mãe do Rei, aquela que goza da divina confiança e que realizou nela maravilhas.

A Virgem geralmente não olha para o menino, mas para o infinito, custodiando e refletindo em seu coração tudo aquilo que de extraordinário aconteceu com ela. (Lc 2,19) Sobre seu rosto se lê a tristeza humana de uma mãe que queria dar algo maior a seu Senhor e parece dizer:

«Quando Sara trouxe ao mundo um filho,
este recebeu vastos territórios como homenagem;
eu, ao contrário, não tenho nada:
emprestaram-me esta gruta onde quiseste habitar,
meu pequeno, Deus antes dos séculos»

Romano o Melode XIII,14

A Mãe de Deus é colocada próxima ao coração da Montanha; «representa a luz que emana da sarsa do Sinai». (S. Gregório de Nicéia, sermão 21,119)

Maria estava vestida com seu manto donde as estrelas (frente a ambos os ombros) proclamam sua virgindade antes e depois do parto. Representam o sinal da santificação trabalhada nela pela Trindade para que fosse progenitora de Deus.

«Virgem antes e depois do parto, sempre Virgem no espírito, na alma e no corpo»

(São João Damasceno, sermão 57,5)

«Pois Deus era Aquele de quem ela nasceu,
pela natureza seu curso mudou [...]
Israel atravessou o mar sem se molhar;
agora a Virgem gerou a Cristo sem se contaminar.
Depois da travessia de Israel, o mar tornou-se intransponível,
a Imaculada, depois do nascimento do Emanuel
permaneceu incorruptível»

Hino da Mãe de Deus – Theotokos

Adora a seu Filho e Deus em atitude de serva do Senhor, disposta a fazer tudo o que o diga, assim as expressam suas mãos cruzadas no peito.

O Menino

Entre a Virgem e a entrada da Gruta aparece o Menino envolto em panos colocado mais que em um presépio, em um sepulcro de forma tradicionalmente retilíneo. O Menino está envolto como numa mortalha. Evoca a figura mortuária, em concreto, a imagem de Lázaro que o presépio-sarcófago contribui para o evidenciar.

«Está envolto em panos por quantos haviam revestido então as túnicas da piedade»

(Romano o Melode XIII-14 e Gn 3,21).

Os panos serão para os pastores sinal de reconhecimento do menino, como o serão sinal tangível da Ressurreição para as mulheres, Pedro e João ante o sepulcro vazio. (Lc 2, 13; Jo 20, 1ss)

Os panos do menino são as vendas mortuárias que, depois, aparecerão espalhadas pelo sepulcro, quando ressuscitou. Este Menino é, doravante, o que vai vencer a morte com sua Ressurreição. Nascemos para morrer e ressuscitar com Ele.

Já desde o princípio da Vida de Jesus, a Igreja o proclama Vencedor da Morte na representação de seu nascimento. É Ele o Sol das trevas que nos tirou dos braços da morte.

[...] «Seu corpo foi como um servo, jogado nos braços da morte, a quem o dragão infernal esperava devorar; tivera, no entanto, que vomitar aqueles que já havia devorado. Ele venceu a morte para sempre e secou as lágrimas dos olhos de todos».

(S. Cirilo de Jerusalém. Catequese 12, 15)

«Da Virgem nasceu o Rei da Glória, revestido de púrpura de sua carne, que visitou os prisioneiros e proclamou a libertação aos quantos habitavam nas sombras».

(São João Damasceno, sermão 54)

«Como Jonas, no ventre da baleia, Cristo entrou na face da morte, como novo Adão, para recuperar a dracma perdida: o gênero humano. Os céus se inclinam até a profundeza dos abismos, nas profundas sombras do pecado. Chama portadora de de luz, a carne de Deus, dissipa as sombras do inferno sob terra. A luz resplandece nas trevas, mas as sombras não a viram».

(Orígenes)

Animais

No interior da gruta, se distinguem o boi e o asno, na iconografia eslava, acrescenta-se um cavalo. Estes animais têm diversos significados: o boi representa o culto a Mitra; o asno o culto a luxúria, representação daqueles que, tendo o mistério da Encarnação de Deus diante de si, não sabem vê-lo ou não querem vê-lo, daí seu olhar inexpressível se dirigem a um ponto perdido. São também a representação das forças instintivas irracionais que emergem das profundezas da alma humana e levam ao pecado, e que Cristo abrandará através de sua vida, morte e Ressurreição. Maria representa esta natureza que, plena de Deus, se liberta de tudo o que não seja Deus mesmo, e se espiritualiza até o ponto de viver só para Ele e por Ele. O corpo de Maria é esguio , magro; o dos animais, gordo e arredondado. E, por último, representam a palavra do Profeta Isaías:

«o boi conhece seu dono e o asno o presépio de seu dono; Israel, no entanto, não entende, meu povo não tem conhecimento»

(Is 1,3)

José; Pastor-Demônio; Árvore

José

Na parte inferior aparece José pensativo e afastado. Diante de um homem vestido com peles e apoiado em um bastão. José personifica o drama humano: o homem ante o mistério. José se interroga frente ao mistério. José duvida do possível adultério de Maria.

Demônio-pastor

A literatura apócrifa atribui a José esta dúvida, e o Pastor que fala com ele, apoiado num bastão, alimenta e confirma os pensamentos de José, já que é o diabo que suscita uma tormenta de sentimentos encontrados no interior de José. O diabo, vestido com peles de cabra, o tenta sobre a virgindade de Maria, dizendo-lhe, segundo os apócrifos: «como este bastão que eu levo não pode produzir brotos, do mesmo modo, um velho como tu não pode engendrar e uma virgem não pode engravidar».

Como todo tentador é insinuante, amável e sedutor, aparece o diabo sob forma tranqüila, coloquial e amistosa com José. Ele está vulnerável sobre a decisão que tem de tomar. Toda tentação nos faz vacilar, se nosso olhar não está posto em Cristo e sobre nós mesmos.

A Árvore

A tradição dá ao pastor o nome de Tirso. Na antiguidade pagã, tirso era um grande bastão, atributo típico de Dionísio e de seus sátiros e bacantes, entidades representativas do paganismo e do racionalismo.

Junto ao pastor-demônio, há um arvoredo que brota de um tronco seco. «Um rebento brota do tronco de Jessé; um broto surge de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor; por ele o Senhor resgatará o seu povo» (Is 11, 1-2) O Arvoredo representa uma resposta às palavras do pastor-demônio. «Deus não é escravo das leis que regulam a vegetação; é seu Criador e, se fez brotar a vara de Araão, muito mais, pode fazer com que uma Virgem floresça e dê frutos». (Cirilo de Jerusalém. Catequese XII, 28)

Nuvem. Estrela, o Assombro do criado

Nuvem e Estrela

Na parte superior do ícone apresenta-se uma nuvem que se retira para o céu. Os apócrifos contam que «no momento do nascimento, a nuvem que recobria a gruta se dissipou e apareceu uma grande luz que a vista não era capaz de suportar. Logo esta luz se diminuiu lentamente e apareceu o menino». Proto-evangelho de São Tiago 19, 2

A nuvem evoca a presença de Deus que pôs nas sombras seu esconderijo. (Sl 17, 12) A nuvem é de grande tradição e de grande simbolismo no Antigo Testamento, e sempre revela a presença misteriosa de Deus. A Nuvem guia o povo de Israel pelo deserto até a Terra Prometida; a nuvem revela Deus no monte Sinai; no Monte Tabor, Jesus se transfigura tornando-se resplandecente como uma nuvem; na Ascensão, a nuvem vela a visão do Ressuscitado.

Da nuvem, o céu aberto faz descer um facho de luz até a terra que se divide em três raios em direção ao o menino: é a Santíssima Trindade que se manifesta como luz. Ao mesmo tempo representa a estrela. Em alguns ícones aparece dentro uma pomba do Espírito, e em outros uma cruz: Jesus nasce para morrer e ressuscitar.

«O Filho de Deus é o ícone vivo e idêntico do Pai através do qual tivemos acesso ao Pai. Nossa mente, iluminada pelo espírito, olha o Filho e, no Filho, como num ícone, contempla o Pai».

Macário Crisocéfalo.

A estrela é a realização da Profecia de Isaias:

«Levanta-te e resplandece, pois chegou tua luz; e a glória do Senhor amanhece sobre ti, entre a obscuridade envolve a terra e as trevas dos povos; sobre ti vem a aurora do Senhor»

(Isaias 60,1-4)

Assombro do criado

Está representado pelas ovelhas ou cabras que estão diante do menino que toca flauta e olham para o alto. Eles expressam o assombro da Criação diante de tão grande mistério: Deus se fez homem. Ninguém consegue prosseguir em sua ação natural, tal é o estupor e o temor do Universo que reconhece a presença de Deus e se extasia ante a sua misericórdia. A Criação fica transtornada diante de tanta maravilha. Isto vem narrado nos apócrifos: Proto-evangelho de São Tiago 18, 1-3 e no Hino das Grandes Horas da Natividade.

Os Magos

Sob os Anjos, que cantam a glória, aparecem à cavalo os três reis do Oriente, guiados por uma estrela que olham e que tem a forma de cruz dourada e gloriosa; seguem Aquele que morrerá e ressuscitará e dará a toda humanidade a entrada para a vida eterna. Os magos representam os homens excluídos da Antiga Aliança que o Novo Reino Messiânico ha de incluir. Os santos, os justos, ainda que não sejam de Israel, são agradáveis a Deus, e Cristo estende sua predileção e primogenitura a todos os povos, representados pelos magos.

Os magos prefiguram as mulheres miróforas que, a caminho do sepulcro se animavam dizendo:

«Apreciemo-No e O adoremos como os Magos, e levaremos como presentes ungüentos Àquele que já não está envolto em panos, mas em uma mortalha».

(Ode VI do Cânon das matinas da Ressurreição)

Os magos, por sua vez, como as miróforas, se converteram em «divinas testemunhas que, ao retornar para as suas terras, anunciaram Cristo a todos». (Hino Akasthitos) de Romano Melode XII, 21.

«Os Magos viram nas mãos da Virgem Aquele que plasmou com as suas mãos os homens; e compreendendo que era o Senhor, ainda que tivesse tomado a forma de servo, apressaram-se a honrá-lo com um tríplice dom, como o Hino dos Serafins que o proclama três vezes Santo».

(Hino Akasthitos) de Romano Melode XII, 21.)

A tradição iconográfica transmitiu uma constante sobre os magos: a idade. Apresentam-no com semblantes: jovem, adulto e velho, representando assim as três idades do homem em uma única síntese visual.

Banho, Comadre-Eva

Comadre

Na parte inferior deste ícone há duas mulheres que preparam o banho do menino. Isto é influência da iconografia helenística que tanto influenciou a Arte Cristã. Tem ainda seu desenvolvimento cristão nos Apócrifos, na verdade, no Proto-evangelho de Santiago, 19 e 20. Ali se narra como uma parteira testemunhou a maternidade divina de Maria, e Salomé certifica a Virgindade de Maria e presta a ela sua ajuda banhando o Menino.

Segundo a tradição, a comadre é Eva que, junto a Salomé, se ocupa do Menino. Eva dá a vida mortal, Maria a imortal. Maria põe nas mãos de Eva a Vida Imortal: seu Filho.

Neste ícone, o menino se apresenta com feição de gente maior, com entradas nos cabelos porque é desde o principio, verdadeiramente homem.

O Menino Jesus do banho nas mãos de Eva, acentua sua debilidade e morte, sua humanidade. Como homem necessita de cuidados, atenções e cobre suas necessidades. É, portanto, homem, não só na aparência mas, realmente. É a síntese de todo o ícone: Jesus Cristo, Deus e Homem.

Banho

A Imagem do banho ganhou um significado todo especial: a imagem do Batismo. O recipiente onde o menino é banhado tem a forma de uma pia batismal, prefiguração de sua morte e descida aos infernos. O banho é como um enterro num sepulcro líquido, o mesmo em que está imerso o Cristo no ícone da Epifania.

«No Sacramento do Batismo, o ato de imergir nas águas e voltar a sair, simboliza a descida aos infernos e a saída desta morada junto com Cristo».

(São João Crisóstomo Homilia 40)

«Pelo Batismos morremos, para ressuscitar com Ele».

Rm 6, 1-4.

http://www.padremateus.wordpress.com/

NOTA VATICANA SOBRE EL DECRETO DE VIRTUDES HEROICAS DE PIO XII

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CIUDAD DEL VATICANO, 23 DIC 2009 (VIS).- El director de la Oficina de Prensa de la Santa Sede, padre Federico Lombardi, S.I., dio a conocer hoy la siguiente nota sobre la firma del decreto sobre las virtudes heroicas del Siervo de Dios Pío XII:

La firma por parte del Papa del decreto "sobre las virtudes heroicas" de Pío XII ha suscitado diversas reacciones en el mundo judío, probablemente porque se trata de una firma cuyo significado está claro en el ámbito de la Iglesia católica y de los "expertos en materia", y merece una explicación para un público más amplio, en particular el judío, comprensiblemente muy sensible por cuanto respecta al período histórico de la Segunda Guerra Mundial y del Holocausto.

Cuando un Papa firma un decreto "sobre las virtudes heroicas" de un Siervo de Dios confirma la valoración positiva que la Congregación para las Causas de los Santos ya ha votado. Naturalmente se tienen en cuenta en esta valoración las circunstancias en las que ha vivido la persona; es necesario, pues, un atento examen desde el punto de vista histórico, pero la valoración se refiere esencialmente al testimonio de vida cristiana que ha dado esa persona (su intensa relación con Dios y la continua búsqueda de la perfección evangélica y no la valoración del alcance histórico de todas sus decisiones operativas.

Con motivo de la beatificación de Juan XXIII y Pío IX, Juan Pablo II decía: "La santidad vive en la historia y todo santo no se sustrae a los límites y condicionamientos propios de nuestra humanidad. Beatificando a uno de sus hijos, la Iglesia no celebra las opciones históricas particulares que haya efectuado, sino más bien lo indica para la imitación y la veneración por sus virtudes en alabanza de la gracia divina que resplandece en ellas".

Con esto no se pretende limitar en absoluto la discusión sobre las opciones concretas que llevó a cabo Pío XII en la situación en que se encontraba. Por su parte, la Iglesia afirma que se efectuaron con la pura intención de desarrollar lo mejor posible el servicio de altísima y dramática responsabilidad del pontífice. En cualquier caso, la atención y la preocupación de Pío XII por el destino de los judíos -algo que ciertamente es relevante para la valoración de sus virtudes- son ampliamente reconocidas y atestiguadas también por numerosos judíos.

Por tanto, sigue estando abierta también en el futuro la investigación y la valoración de los historiadores en su campo específico. Y en el caso concreto se comprende la petición de tener abiertas todas las posibilidades de investigación sobre los documentos. Para la apertura completa de los archivos -como ya se ha dicho otras veces- es necesario el ordenamiento y la catalogación de una gran cantidad de documentos, que exige un tiempo técnico de varios años.

Por lo que respecta al hecho de que los decretos sobre las virtudes heroicas de los Papas Juan Pablo II y Pío XII hayan sido promulgados el mismo día, no significa un "acoplamiento" de las dos causas a partir de ahora, ya que son totalmente independientes y cada una seguirá su propio camino. Por tanto, no hay ningún motivo para pensar en una eventual beatificación contemporánea.

Está claro que la reciente firma del decreto no hay que interpretarla como un acto hostil contra el pueblo judío y es de desear que no sea considerada un obstáculo en el camino del diálogo entre el judaísmo y la Iglesia católica. Es más, se espera que la próxima visita del Papa a la Sinagoga de Roma sea una ocasión para reafirmar y consolidar con gran cordialidad estos vínculos de amistad y de estima.

El padre Alberto Cutié abandona la Iglesia Católica

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Alberto e sua esposa Ruhama visitam São Pedro Sula, Honduras

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Papa Bento XVI apela à defesa do casamento 'tradicional'

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As palavras do Papa são desvalorizadas pela associação ILGA, que considera que a Igreja não tem nada de interessante a dizer sobre o casamento civil. Homossexuais católicos dizem ser urgente repensar posição da Igreja.

O Papa Bento XVI saiu ontem em defesa da família "fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher", num vídeo difundido no encontro das famílias que decorreu em Madrid e onde estiveram dezenas de portugueses. Uma mensagem que insiste num tema que alguns bispos portugueses abordaram recentemente, a propósito da aprovação do casamento gay. Mas, para os católicos homossexuais portugueses, a Igreja tem de repensar urgentemente as relações afectivas entre pessoas do mesmo sexo.

No Domingo da Sagrada Família, foi em castelhano que o Sumo Pontífice se dirigiu aos milhares de cristãos de toda a Europa reunidos em Madrid para o terceiro encontro das famílias, uma iniciativa criada dois anos depois da aprovação do casamento gay em Espanha. Bento XVI enviou uma mensagem por videoconferência, apelando à defesa e promoção da família "baseada no casamento entre um homem e uma mulher". O Papa afirmou que Deus veio ao mundo "no seio de uma família", e que esta instituição é o caminho mais seguro para encontrar e conhecer" Deus.

O cardeal arcebispo de Madrid, António Rouco Valera, foi mais longe na sua recusa do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que afirmou ser "contra a natureza". Rouco Valera advertiu que o discurso actualmente utilizado sobre os diversos modelos de família "é avassalador e não responde à verdade natural da família". O bispo espanhol desenhou um panorama desolador para "os valores cristãos da família", devido à aceitação social do divórcio, do aborto e dos "diversos modelos", distintos do que considera ser o "verdadeiro matrimónio entre um homem e uma mulher".

O Grupo Homossexual Católico Rumos Novos, por sua vez, diz ser "urgente, por parte da Igreja, uma nova visão sobre a sexualidade humana e sobre as relações afectivas estáveis entre pessoas do mesmo sexo".

Num comunicado sobre as alterações propostas pelo executivo português ao casamento civil, o grupo Novos Rumos considera que "defender o Amor e as relações afectivas estáveis entre pessoas do mesmo sexo é também a tradução prática" do cristianismo, "porque Jesus Cristo pregou um Deus inclusivo e do Amor e não um Deus do medo e da exclusão, ao contrário do que defendem alguns sectores da própria Igreja".

Já para Paulo Côrte-Real, da Associação ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), este discurso não surpreende. "Nós sabemos à partida que a Igreja tem dificuldade em aceitar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo", lembra.

Mas para o activista, o Vaticano perdeu toda a credibilidade como interlocutor "a partir do momento em que se recusou a apoiar, nas Nações Unidas, uma declaração em favor da despenalização universal da homossexualidade, porque temia que servisse para promover o casamento homossexual". Paulo Côrte-Real lembra que há dezenas de países que ainda têm leis que criminalizam o sexo consensual entre adultos do mesmo sexo .

Assim, considera que a Santa Sé "não tem qualquer contributo interessante para a discussão sobre o fim da discriminação dos homossexuais" - "porque é isso que está em causa quando se discute o casamento entre pessoas do mesmo sexo", conclui.

http://o-povo.blogspot.com

Documentos do Vaticano sobre os Homossexuais:

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccatheduc_doc_2005

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_h

A face oculta de Margaret Thatcher

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“A Dama de Ferro” era fria, intransigente, politicamente incorrecta e apreciadora de whisky? Documentos secretos, desclassificados e publicados hoje, revelam que a alcunha da antiga primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, assentava-lhe bem. “A Dama de Ferro” demonstrava ainda “um grau de racismo pessoal chocante”, de acordo com o diário “The Guardian”.

Os arquivos divulgados hoje mostram que Thatcher, que ocupou Downing Street de 1979 até 1990, era pouco tolerante com os refugiados vietnamitas. A “Dama de Ferro” “pensava que não era boa ideia dar habitações sociais a estes imigrantes enquanto cidadãos brancos não as recebiam”, revela uma acta de uma reunião de Margaret Thatcher com o ministro dos Negócios Estrangeiros da época. De acordo com o “Telegraph”, o ministro tentava convencê-la a aceitar 10 mil refugiados vietnamitas no Reino Unido até 1981.

Ainda assim, os documentos provam que estava bem mais receptiva a refugiados da Rodésia (actual Zimbabué), já que via “menos objecções a acolher os refugiados [brancos] da Rodésia, da Polónia ou da Hungria, que são muito mais fáceis de assimilar”.

Os arquivos de Downing Street revelam ainda projectos mais estranhos de Thatcher como uma proposta que fez ao primeiro-ministro australiano de comprar uma ilha da Indonésia ou Filipinas para acolher refugiados. O plano falhou, mas a primeira-ministra acabaria por abrir as fronteiras a 10 mil vietnamitas durante três anos, dando preferência aos falantes de língua inglesa, após as pressões da ONU.

Além da falta de paciência e dos “puxões de orelhas” que a primeira-ministra dava aos ministros, há ainda registos de uma “encomenda” a funcionários da embaixada de uma garrafa de whisky “Teacher's”, uma de gin e 200 cigarros “Benson” e “Hedges” numa viagem a França em Junho de 1979. Mais tarde, os funcionários tiveram de reclamar o dinheiro emprestado à primeira-ministra para a compra no “dutty free”. Actualmente com 84 anos, Thatcher já sofreu ataques cerebrais e não se exprime publicamente desde 2002.

http://www.ionline.pt/conteudo/39840-a-face-oculta-margaret-thatcher-

Empresas, igreja e estado unem-se para criar emprego

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Estado, empresas e as redes de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) - boa parte ligada, directa ou indirectamente, à Igreja Católica - vão ter um pacto para salvar do desemprego cerca de 25 mil pessoas que já não recebem qualquer apoio financeiro. Querem recuperar 15 mil que hoje dependem do rendimento social de inserção (RSI), trazendo-os de volta ao mercado laboral, durante 2010. Este ano, as IPSS, em cooperação com o Estado, tiraram cerca de 30 mil pessoas do desemprego, pondo-as a trabalhar nessas instituições.

A manutenção e a expansão desta rede de apoios sociais - creches, lares de idosos, centros de dia, serviços de apoio a deficientes e a idosos acamados - custa dinheiro: só este ano, o Estado deverá transferir para as IPSS cerca de 1,2 mil milhões de euros, aquilo que se gastará na terceira fase de recuperação das escolas secundárias, por exemplo. Os números enviados pelos Ministério da Solidariedade mostram que o reforço será de 4% face a 2008.

A medida que visa os desempregados está enquadrada no Pacto para o Emprego, foi incluída pelos socialistas no programa de governo e vai arrancar em 2010, ano em que o desemprego deve continuar a subir e a pobreza a aumentar, reflexo da actual crise, a mais violenta das últimas décadas.

Para além desta iniciativa, a maior rede nacional de IPSS - a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), presidida pelo padre Lino Maia - "está a preparar um programa de formação para os beneficiários do rendimento de inserção em articulação com associações empresariais, como a AEP, e a Associação Nacional de Direito ao Crédito, que promove o microcrédito", afirma o líder da CNIS. "Cerca de 220 instituições em todo o país já apoiam mais de 15 mil beneficiários de RSI. A ideia agora é ajudá-los a integrarem-se e a entrar na vida activa", explica.

Com estas iniciativas, o governo tentará controlar vários aspectos negativos da crise: a acumulação das tensões sociais, conter o risco de pobreza e o agravamento da desigualdade, responder às críticas dos partidos de direita - dizem que o RSI falha na promoção da empregabilidade - e de esquerda - lamentam que o governo faça pouco para deter a escalada do desemprego. Pelo caminho, o governo conseguirá poupar mais algum dinheiro em apoios sociais, ajudando assim à redução do défice que está em 8% do produto interno bruto, mas terá de descer até 3% em 2013.

O desemprego já deve superar os 10% da população activa ou cerca de 560 mil pessoas, segundo dados recentes do Eurostat. Segundo diz ao i Lino Maia, "a iniciativa assumirá a forma de estágios para 25 mil desempregados no sector social - creches, lares de idosos, centros de dia, serviços de apoio a deficientes e a idosos acamados, por exemplo".

Apesar da sua condição, esses indivíduos sem trabalho não recebem qualquer apoio público. Muitos são desempregados de longa duração, pessoas que não encontram emprego devido às suas qualificações desajustadas ou baixas, ou porque, simplesmente, as empresas deixaram de não responder devido à grave crise. Muitas faliram, outras tantas dizem estarainda em actividade estão a despedir. Em Portugal, segundo os números oficiais, existem quase 171 mil desempregados que não recebem qualquer apoio (um terço do desemprego total). Estão a aumentar desde Junho de 2008 e, em Outubro, o número agravou-se em mais de 12% face a igual mês de 2008.

O que é o serviço social? Segundo Lino Maia, "existem em Portugal cerca de 4000 IPSS activas, contribuindo para 4,3% do produto interno bruto". "Estas instituições dão apoio a 600 mil pessoas - idosos, crianças, pessoas com deficiência, pessoas doentes - e empregam 200 mil, sendo que 41% destas instituições estão directamente ligadas à Igreja Católica". Para além do universo da CNIS, onde estão filiadas 2.500 instituições de apoio social, existem ainda outras 380 que integram a União das Misericórdias Portuguesa (UMP) e 80 na União das Mutualidades.

A 'aliança' entre governo e as instituições de solidariedade já terá produzido, aliás, alguns frutos este ano. De acordo com o padre Lino Maia, "conseguimos trazer para as nossas instituições cerca de 30 mil desempregados no âmbito da Iniciativa Emprego". "Ainda não são técnicos qualificados como os outros, mas estão a aprender", acrescenta.

Para 2010, o governo de José Sócrates programou mais do mesmo. "Reforçar os mecanismos de inserção profissional para desempregados não subsidiados, nomeadamente através de programas de estágios ou empregos de transição que assegurem a participação de um mínimo de 25.000 beneficiários", pode ler-se no programa eleitoral do PS.

O programa PAREs É o programa específico do governo para apoiar e expandir a rede de equipamentos sociais. Desde que foi criado, em 2006, o PARES financiou com 424 milhões de euros 614 equipamentos que servem 38,5 mil pessoas. Metade daquele investimento é financiamento directo do Estado. As creches (cujos horários e rede de cobertura territorial foram alargados) absorvem quase metade dos lugares criados e a 39% do investimento nacional. Em declarações ao i, Pedro Marques, secretário de Estado da Segurança Social, explica que "a nossa ideia fundamental é apoiar as diversas formas de família: as monoparentais (as que mais cresceram e as que estão em maior risco de pobreza), as famílias numerosas com agregados que incluem idosos (mais 15 mil lugares a ser criados e a rede de cuidados continuados reformulada) e as famílias jovens (exemplo do aumento de 50% dos lugares em creche numa legislatura). A nossa prioridade foi dar condições para pleno exercício da cidadania também do ponto de vista familiar." A prioridade de investimento na rede de equipamentos é para manter em 2010, garante o membro do governo. Com Gonçalo Venâncio

Oração para Pio XII

Oração para Pio XII

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